Linkin Park - Breaking the habit

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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O Mito da Caverna
Platão

Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após geração, seres humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar e a olhar apenas para a frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior.

A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros - no exterior, portanto - há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam.

Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda a luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria.

Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol, e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.
Libertado e conhecedor do mundo, o priosioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los.

Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo.

Extraído do livro "Convite à Filosofia" de Marilena Chaui.



A Canoa- Paulo Freire

Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro: - Companheiro, você entende de leis? -Não, respondeu o barqueiro. E o advogado, compadecido: – É uma pena, você perdeu metade da vida. -A professora, muito social, entra na conversa: -Seu barqueiro, você sabe ler e escrever? -Também não, respondeu o barqueiro. -Que pena! Condói-se a mesma – Você perdeu metade de sua vida! Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco. O barqueiro, preocupado, pergunta : -Vocês sabem nadar? -Não !!!! Responderam o advogado e a professora, rapidamente. -Então…disse o barqueiro…é uma pena – VOCÊS PERDERAM TODA A VIDA !!!!! MORAL DA HISTÓRIA: ” NÃO HÁ SABER MAIOR OU MENOR “. ” HÁ SABERES DIFERENTES”. - Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato - CADA UMA DELAS TEM ALGO DE DIFERENTE A NOS ENSINAR.

(fonte: meus acervos pessoais)

quarta-feira, 1 de setembro de 2010


Pedagogia- Coruja

As corujas são os símbolos da filosofia e da pedagogia devido a inteligência, argúcia, astúcia, sensibilidade, visão e audição super potente das corujas. A coruja tem visão 180% superior ao do homem. Ela enxerga tudo ao seu redor apesar de ser daltónica, não identificando a cor vermelha, e poder mexer completamente a cabeça (gira-a para todos os lados, pois tem os lhos completamente separados). É muito difícil enganá-la, ela percebe "segundas intenções".
É muito difícil criá-la em cativeiro, sendo uma ave muito ligada a sua família, não abandona os filhos em hipótese alguma, sendo macho quem cuida dos filhotes e a fêmea é quem sai par caçar.
Existem diversas representações para este símbolo, a Coruja, no que se refere as representações para a Filosofia e Pedagogia; no entanto, podemos observar na figura símbolo:

1º) A cabeça da coruja possui um formato ovalado, quase arredondado, que faz imaginar a figura do globo terrestre. Isso permite considerar que a formação do pedagogo é para todos os cantos do mundo. É universalista, pluralista;

2º) Acima dos olhos e abaixo da cabeça a penugem do pássaro forma uma semelhança de letra “V”, que pode ser interpretada como a primeira letra da palavra “Vida”; afinal, o Pedagogo será o profissional apto a preparar o ser humano para a vida toda, não apenas para o saber;

3º) O olho direito está bem aberto e é formado de uma espécie de circunferência com escamas que fazem lembrar a representação de ondas concêntricas. E o olho esquerdo apresenta-se fechado Essa representação parece permitir a interpretação de que o pedagogo é aquele que precisa concentrar-se no conhecimento, na construção da própria personalidade, na reflexão, na formação de princípios (olho fechado). Um olhar para dentro (introspecção) e um olhar para fora (extrospecção), para o mundo (o olho direito) que se projeta para o futuro e irradia suas ondas de conhecimento para um além bem distante;

4º) O pássaro dá a impressão de mostrar-se com o peito aberto, estufado para frente. Isso pode representar a coragem, a ousadia que o pedagogo precisa assumir para levar em frente sua missão, suas metas, seus objetivos, frente às dificuldades profissionais suas e as dificuldades culturais, sociais e psíquicas dos seus educandos;

5º) Uma das asas do pássaro empunha um lápis que escreve sobre um livro que, por sua vez, está sobre outro livro. Hoje já existem símbolos da pedagogia que apresentam três livros. Isso pode significar que o ler e o escrever são as ferramentas que darão asas para o ser humano voar em busca de sua autorrealização e libertação. O Pedagogo é o iniciante deste processo porque ele começa a sua atuação nas primeiras séries da educação básica, mas continua por toda a educação fundamental e média até a superior. Um livro, pois, representa as séries iniciais, todas as séries da fundamental e média e o outro livro pode representar o nível superior que é onde o pedagogo vai buscar e construir sua ciência, as bases para sua prática e os fundamentos éticos para a construção de sua personalidade que será também espelho para os seus educandos;

6º) As garras do pássaro se afirmam com vigor na base que apóia seus pés. Isso permite significar a profundidade, a firmeza intelectual, cultural, pedagógica e moral que devem ser qualidades essenciais do pedagogo;

7º) Por fim, a cauda do pássaro apresenta uma clara conotação de elemento de equilíbrio para o pássaro. Assim também a pessoa do pedagogo deve primar-se pelo equilíbrio, pela personalidade segura pela capacidade de mediar as suas exigências pessoais e profissionais com dificuldades sociais que ele vai encontrar nas salas de aulas, escolas, familiares e colegas de profissão. O equilíbrio que, em ética se chama virtude da prudência, é justamente a balança que pesa nas proporções necessárias tanto o ardor do pedagogo na exigência de condições razoáveis para o exercício de sua profissão quanto no seu posicionamento ético de não trabalhar só pelo salário mensal e para a satisfação de suas necessidades puramente materiais.


fonte: google

O Vestido Azul

Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha
muito bonita. Ela freqüentava a escola local. Sua mãe não tinha muito
cuidado e a criança quase sempre se apresentava suja. Suas roupas eram
muito velhas e maltratadas. O professor ficou penalizado com a situação da
menina. "Como é que uma menina tão bonita, pode vir para a escola tão mal
arrumada?".
Separou algum dinheiro do seu salário e, embora com dificuldade,
resolveu lhe comprar um vestido novo. Ela ficou linda no vestido azul.
Quando a mãe viu a filha naquele lindo vestido azul, sentiu que
era lamentável que sua filha, vestindo aquele traje novo, fosse tão suja
para a escola. Por isso, passou a lhe dar banho todos os dias, pentear
seus cabelos, cortar suas unhas.
Quando acabou a semana, o pai falou: "mulher, você não acha uma
vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more em um
lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar a casa? Nas
horas vagas, eu vou dar uma pintura nas paredes, consertar a cerca e
plantar um jardim."
Logo mais, a casa se destacava na pequena vila pela beleza das
flores que enchiam o jardim, e o cuidado em todos os detalhes. Os vizinhos
ficaram envergonhados por morar em barracos feios e resolveram também
arrumar as suas casas, plantar flores, usar pintura e criatividade.
Em pouco tempo, o bairro todo estava transformado. Um homem, que
acompanhava os esforços e as lutas daquela gente, pensou que eles bem
mereciam um auxílio das autoridades. Foi ao prefeito expor suas idéias e
saiu de lá com autorização para formar uma comissão para estudar os
melhoramentos que seriam necessários ao bairro.
A rua de barro e lama foi substituída por asfalto e calçadas de
pedra. Os esgotos a céu aberto foram canalizados e o bairro ganhou ares de
cidadania.
E tudo começou com um vestido azul.
Não era intenção daquele professor consertar toda a rua, nem
criar um organismo que
socorresse o bairro. Ele fez o que podia, deu a sua parte. Fez o primeiro
movimento que acabou fazendo que outras pessoas se motivassem a lutar por
melhorias.
Será que cada um de nós está fazendo a sua parte no lugar em que
vive?
Por acaso somos daqueles que somente apontamos os buracos da rua,
as crianças à solta sem escola e a violência do trânsito?
Lembremos que é difícil mudar o estado total das coisas. Que é
difícil limpar toda a rua, mas é fácil varrer a nossa calçada.
É difícil reconstruir um planeta, mas é possível dar um vestido
azul.
Há moedas de amor que valem mais do que os tesouros bancários,
quando endereçadas no momento próprio e com bondade
Autor Desconhecido