Linkin Park - Breaking the habit

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sábado, 14 de janeiro de 2017

PARADIGMA CIENTÍFICO- PEDAGOGIA

De acordo com o professor e cientista educacional alemão Wolfgang Brezinka (1992) a Pedagogia é um campo do qual se espera que atenda a muitas e divergentes expectativas. Por conta disso, pode ser entendida como uma disciplina mista de caráter dual, normativa e descritiva ou como uma disciplina filosófica, e ainda, como uma disciplina puramente empírica.

Nesta esfera, a Pedagogia como ciência da Educação, está ancorada e tem seus principais fundamentos na Sociologia e na Filosofia. Constitui-se como uma ciência humana transdisciplinar buscando também contribuições na Psicologia, História e Antropologia.


Sendo assim, em sua epistemologia, conta com paradigmas racionalistas, relativistas e demais, se utilizando de pressupostos de vários pensadores como Jan Amos Comênius - criador da Pedagogia Moderna, Jean Piaget e sua teoria Construtivista, John Dewey e sua Filosofia Pragmática, David Emile Durkheim com sua Sociologia Positivista e outros...


Pesquisadora de Letras


RESUMO DE TEXTO ACADÊMICO


O resumo é nada menos que o registro das ideias principais do autor do texto. Entretanto o registro é realizado com suas próprias palavras, mas garantindo a integridade da ideia do autor. Podemos dizer que é uma redução do texto original.
Importante: não cabem no resumo comentários ou julgamentos pessoais a respeito do que está sendo resumido. Muitas pessoas fazem o resumo de maneira errada porque reproduzem partes ou frases do texto original, elaborando-o à medida que lêem.
Para elaborar um bom resumo é necessário compreender antes todo o conteúdo do texto. Portanto, não é possível resumir um texto à medida que se faz a primeira leitura!

Desta forma, quem resume apresenta:
∎ um discurso próprio
∎ os pontos relevantes de um texto
∎ expressa as idéias essenciais na progressão e no encadeamento em que aparecem.
Então, ao fazer um resumo é importante não perder de vista três elementos: as partes essenciais do texto; a progressão em que elas se sucedem e a correlação entre cada uma dessas partes.
Boa sorte com o seu! 😉😉

Andei pensando...



Desde que fiz este blog, a alguns anos atrás,  muitas coisas mudaram em minha vida. As vezes reclamamos de certo período que estamos vivendo e depois de certo tempo a gente se dá conta de como diz um velho ditado, "que a gente era feliz e não sabia..." 

Com o passar do tempo, a gente adquire mais sabedoria e aprende com as "durezas" da vida. Quem não aprende é porque realmente é teimoso como uma "mula" e não dá valor a si mesmo. Com tudo, a vida ensina até mesmo às "mulas" que não querem aprender, pois já diz um outro velho ditado que "quem não aprende por bem, aprende por mal." 

Bem, assim é a vida, uma grande escola com ilimitadas disciplinas para o nosso aprendizado de cada dia. Infinita fonte de sabedoria e conhecimento seja científico ou empírico, ou os dois e até além dos dois. 

É bem verdade que não aprendemos apenas com as "durezas" da vida. Aprendemos também com as sutilezas e surpresas que ela nos oferta. Fato é que viver é bom. De vez em quando pensamos que não, mas é! Quando conseguimos filtrar os fatos e os acontecimentos a gente se dá conta disso.
Entre perdas e ganhos, devemos aprender a valorizar os ganhos e mais ainda, valorizar as perdas. Para que quando algum ganho chegue até nós, possamos então dar a ele o valor que merece.

Desta forma, seja qual for o momento que esteja passando em sua vida, valorize! Porquê? Porque amanhã o momento será outro e então este será passado. Passado, aquela "coisa" que a gente não pode mudar mais... sabe?! Quando reclamamos dele, coitado! Ele deve pensar: "Por que não reclamam do futuro? Esse sim é incerto, e  ainda me culpam se ele não dá certo!"

Assim, deixo essa reflexão. No mundo atual, onde se tornou mais importante o "ter", tentar valorizar o "ser" é complicado... Entretanto, não deixemos a vida simplesmente passar por nós, caminhemos com ela. Pois com toda certeza, quando à deixarmos, as únicas coisas que levaremos conosco será justamente o que ela nos mostrou e nos proporcionou como aprendizado. O resto, não é nosso de verdade. É apenas emprestado enquanto estamos por aqui e aqui ficarão.



Pesquisadora de Letras

quinta-feira, 12 de maio de 2016


 

Carta de um cão ao seu dono

 
   
Olá,


 
Eu sou aquele que sempre lhe espera. O seu carro tem um som especial, e eu posso reconhecê-lo entre mil. Os seus passos têm um timbre de magia, eles são música pra mim. A sua voz é o sinal maior do meu momento feliz e às vezes você nem precisa falar nada.
 
Quando sinto sua tristeza, eu tento te fazer sorrir. Se vejo que está alegre, como isso me faz feliz! Eu não sei o qual é o melhor aroma no ar. Só sei que o seu perfume é o melhor. De algumas presenças eu gosto, de outras não. Mas a sua presença é a que movimenta os meus sentidos.
 
O seu olhar é um raio de luz quando percebo o seu despertar. As suas mãos sobre mim têm a leveza da paz. E quando você sai, tudo é vazio outra vez. E eu volto a te esperar sempre e sempre. Até você chegar novamente.
 
Esperar pelo som do seu carro... Pelos seus passos... Pela sua voz... Pelo seu cheiro... Pelo seu repouso sob minha vigília à noite... Pelo seu olhar... Pelas suas mãos fazendo carinho em mim. Eu sou aquele que te espera... Eu sou seu cão! E sou feliz por ser assim!
 
Nunca lhe pedi para me deixar bonito, nem para me adestrar... Também não lhe peço bons alimentos ou me levar no veterinário, nem isso nem coisa alguma... Se não tiver uma correia bonita, pode me colocar num laço ou deixa-me solto... Prometo que não vou embora... Se não puderes me comprar uma casinha, me conformo com um trapinho no chão... Aonde quer que você me colocar, eu sempre vou te proteger.
 
Não me corte o rabinho, nem me afine as orelhas. Prometo que serei fiel quando tiver que te defender...  Se eu destruir algo, desculpa-me, é que não sei o que faço quando estou brincando com as suas coisas, não conheço o valor dos seus objetos e não estrago por má intenção... O que lhe peço é um carinho de vez em quando em mim, e um pedacinho de pão, o demais, me dê apenas se for de sua vontade.
 
Se eu soubesse falar, quantas palavras bonitas eu diria a você... Se você soubesse como fico feliz quando passeio contigo, mesmo que você não perceba, eu fico muito feliz!
 
E se já estou velho, e lhe dei meus melhores anos, não me deixe na rua... E, se lhe causei algum dano, com esta lágrima que vê brotar de meus olhos, peço-lhe perdão...
 
Sim, eu sou um animal, sou um cachorro criado por Deus, porém também os cachorros sentimos e temos coração... Chegará o dia, em que partirei dessa vida, e quero que saiba que lá no céu dos cães, eu sempre serei grato por tudo o que você fez por mim, e principalmente pelos anos que passamos juntos...
 
Com carinho,
Seu cão.
   
 
Autoria Desconhecida

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

TEMPO LIVRE



A questão do tempo livre — o que as pessoas fazem com ele, que chances eventualmente oferece o seu desenvolvimento — não pode ser formulada em generalidade abstrata. A expressão, de origem recente — aliás, antes se dizia ócio, e este era privilégio de uma vida folgada e, portanto, algo qualitativamente distinto e muito mais grato, opõe-se a outra: à de tempo não-livre, aquele que é preenchido pelo trabalho e, poderíamos acrescentar, na verdade, determinado de fora.
O tempo livre é acorrentado ao seu oposto. Essa oposição, a relação em que ela se apresenta, imprime-lhe traços essenciais. Além do mais, muito mais fundamentalmente, o tempo livre dependerá da situação geral da sociedade. Mas esta, agora como antes, mantém as pessoas sob um fascínio. Decerto, não se pode traçar uma divisão tão simples entre as pessoas em si e seus papéis sociais. Em uma época de integração social sem precedentes, fica difícil estabelecer, de forma geral, o que resta nas pessoas, além do determinado pelas funções. Isso pesa muito sobre a questão do tempo livre. Mesmo onde o encantamento se atenua e as pessoas estão ao menos subjetivamente convictas de que agem por vontade própria, isso ainda significa que essa vontade é modelada por aquilo de que desejam estar livres fora do horário de trabalho.
A indagação adequada ao fenômeno do tempo livre seria, hoje, esta: “Com o aumento da produtividade no trabalho, mas persistindo as condições de não-liberdade, isto é, sob relações de produção em que as pessoas nascem inseridas e que, hoje como antes, lhes prescrevem as regras de sua existência, o que ocorre com o tempo livre?” Se se cuidasse de responder à questão sem asserções ideológicas, tornar-se-ia imperiosa a suspeita de que o tempo livre tende em direção contrária à de seu próprio conceito, tornando-se paródia deste. Nele se prolonga a não-liberdade, tão desconhecida da maioria das pessoas não-livres como a sua não-liberdade em si mesma.
ADORNO, T.W.

terça-feira, 7 de abril de 2015

ORAÇÃO SEM NOME


Escuta Deus: jamais falei contigo. Hoje quero saudar-te.
Bom dia! Como vais?
Sabes? Disseram que tu não existes, e eu, tolo, acreditei que era verdade.
Nunca havia reparado a tua obra.
Ontem à noite, da trincheira rasgada por granadas, vi teu céu estrelado e compreendi então, que me enganaram. Não sei se apertarás minha mão. Vou te explicar e hás de compreender.
É engraçado: neste inferno hediondo, achei a luz para enxergar teu rosto. Dito isto, já não tenho muita coisa a te contar: só que... que... tenho muito prazer em conhecer-te.
Faremos um ataque à meia noite. Não sinto medo. Deus, sei que tu velas...
Ah! É o clarim! Bom Deus, devo ir-me embora.
Gostei de ti, vou ter saudades. Quero dizer: será sangrenta a luta, bem o sabes, e esta noite pode ser que vá bater-te à porta!
Muito amigos não fomos, é verdade. Mas... sim, estou chorando!
Vês, Deus, penso que já não sou tão mau.
Bem, Deus, tenho que ir.
Sorte é coisa bem rara: juro, porém, já não receio a morte.


este poema foi encontrado em pleno campo de batalha no bolso de um soldado americano desconhecido. Do rapaz, estraçalhado por uma granada, restaria apenas intacta esta folha de papel.
(do livro "As mais belas orações de todos os tempos")

A fábula do porco-espinho

Durante a era glacial, quando o globo terrestre esteve coberto por grossas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, por não se adaptarem ao clima gelado.

Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Moral da História:

O melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e a valorizar suas qualidades.